Intubação orotraqueal: passo a passo para minimizar os riscos

Sabemos que a intubação orotraqueal é um procedimento privativo do médico, porém o profissional enfermeiro participa de todo o processo.

Conforme descrito, a intubação endotraqueal está prevista como procedimento médico. Cabe ao Enfermeiro a utilização dos dispositivos supra glóticos. Contudo, em situação de risco de morte iminente de paciente, na qual exista a impossibilidade de se contar com profissional médico para a realização da intervenção, decorrente de sua ausência ou por estar envolvido em outro procedimento na mesma ocorrência, o Enfermeiro poderá realizar este procedimento, desde que ciente de sua capacidade, competência e habilidade para garantir uma assistência livre de riscos provenientes da negligência, imperícia e imprudência, conforme previsto na Resolução 311/2007. Recomenda-se, ainda, que os Enfermeiros que atuem em unidades que atendam pacientes críticos, tenham certificação e atualização periódica nos protocolos internacionais.

A intubação orotraqueal (IOT) – também denominada como traqueal ou endotraqueal – é uma técnica bastante comum tanto na urgência e emergência como na terapia intensiva de unidades de saúde. O procedimento consiste na inserção de um tubo, através da boca ou do nariz, com o auxílio do laringoscópio. Nesse sentido, ressalta-se a importância do preparo de toda a equipe para que o procedimento seja realizado com sucesso.

A intubação orotraqueal é um procedimento baseado na passagem da orofaringe de um indivíduo, para o auxílio e/ou manutenção de uma ventilação pulmonar adequada. O grande propósito da intubação é manter a permeabilidade e a aspiração das vias aéreas, além de permitir que a ventilação e a oxigenação aconteçam.

Indicações para a realização da intubação orotraqueal:

  • na emergência, quando houver:

– insuficiência respiratória aguda;

– oxigenação ou ventilação inadequadas;

– parada cardiorrespiratória;

– proteção das vias aéreas em um paciente com rebaixamento do nível de consciência; dentre outras situações.

  • no processo perioperatório, quando houver:

– pacientes que serão submetidos à anestesia geral;

-cirurgia envolvendo vias aéreas, posicionamento incomum do pacienteou regiões adjacentes;

– pacientes inconscientes que necessitam de proteção das vias aéreas;

– casos de hiperventilação; dentre outros casos.

  • em situações traumáticas, quando houver:

– incapacidade de manter a oxigenação adequada por suplementação de oxigênio utilizando máscara facial;

– incapacidade de manter uma via aérea patente por outros meios;

– rebaixamento do nível de consciência ou combatividade resultante de hipoperfusão cerebral; dentre outros exemplos.

Figura 1 – Intubação orotraqueal

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Fonte: Blog Jaleko.com.br

Portanto, a tomada de decisão sobre intubar um paciente pode ser óbvia e requerer pouca deliberação, como no paciente que esteja em coma e/ou traumatizado, o qual necessite de intubação rápida. Mas existe, também, uma variedade de cenários de manejo das vias aéreas em que a necessidade de intubação orotraqueal pode não ser evidente.

Ao se deparar com tais situações, o profissional de emergência deve levar em consideração variados fatores ao decidir se a intubação é necessária. Isso inclui o estado respiratório do paciente, o processo patológico e a probabilidade de deterioração, a idade e as comorbidades do paciente, a necessidade de transferências e a disponibilidade de recursos.

Vale destacar que entre os fatores de risco relacionados à possibilidade de danos por intubação, tem-se: intubações de emergência, nível de habilidade do profissional, pacientes com diabetes mellitus, hipertensão e outras comorbidades, refluxo laringofaríngeo, faixa etária e gênero, e mudança no posicionamento do paciente e elevadas pressões de cuff, por exemplo.

Ao realizar o procedimento de intubação traqueal, é necessário ter alguns cuidados para minimizar os possíveis efeitos diversos e proporcionar maior segurança para o paciente. Diante disso, as principais precauções são:

  • retirar as próteses do indivíduo;
  • identificar o duto com diâmetro adequado à fisiologia da pessoa;
  • realizar a acomodação do paciente em decúbito dorsal;
  • fazer a hiperextensão da cabeça e novelar o duto com um equipamento bucal;
  • Organizar todo material/equipamentos antes da intubação para evitar complicações ao paciente.

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Nesse sentido, convém salientar que o mercado de trabalho atual da saúde anda bastante exigente. Logo, os profissionais de enfermagem precisam, cada vez mais, atualizar-se, especializar-se em suas áreas de atuação. Como exemplo, citamos a média salarial de enfermeiros intensivistas, que é de R$ 3.453,00.

Figura 2 – Média salarial Enfermeiro(a) Intensivista

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Fonte: Site vagas.com

Como você deve imaginar, na área da saúde, especialmente, tendências são discutidas com frequência. Dessa forma, as discussões giram em torno de procedimentos menos invasivos, novas práticas e melhorias que refletem em benefícios para os pacientes e à gestão das operadoras/hospitais, além de muitas outras temáticas.

Agora que você já ficou sabendo um pouco mais sobre intubação orotraqueal, conheça um pouco mais sobre esta importante área da saúde por meio dos cursos de extensão e pós-graduação da Faculdade ITH, de Goiânia-GO.

Pós-graduação ITH:

– PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM EM TERAPIA INTENSIVA;

– PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA;

– PÓS-GRADUAÇÃO FISIOTERAPIA EM TERAPIA INTENSIVA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA.

Cursos de extensão ITH:

– Urgências respiratórias, Ventilação Mecânica Invasiva e Não-invasiva e Oxigenoterapia;

– Emergências Traumáticas – APH e Intra-hospitalar; Suporte básico e avançado adulto e pediátrico;

– Assistência de enfermagem no transporte aeromédico;

– Semiologia Fisioterapêutica do Paciente Crítico e Diagnóstico Funcional;

– Atuação Fisioterapêutica em Cardiointensivismo, Reabilitação cardíaca e Fisiologia do Exercício;

– Fisioterapia respiratória, treinamento muscular respiratório, desmame ventilatório e vias aéreas artificiais;

– Ventilação mecânica em situações especiais (SDRA, DPOC, Asma, Queimados e Obesos).

Para mais informações, segue link do whatsapp do ITH:
https://web.whatsapp.com/send?1=pt_BR&phone=556230917079

Referências

Complicações laríngeas relacionadas à intubação orotraqueal na unidade de terapia intensiva. Disponível em:
https://interfisio.com.br/complicacoes-laringeas-relacionadas-a-intubacao-orotraqueal-na-unidade-de-terapia-intensiva/

Entenda para que serve a intubação traqueal e quais precauções tomar. Disponível em:
https://blog.medicalway.com.br/intubacao-traqueal/

Os cenários e critérios de indicação da intubação orotraqueal. Disponível em:
https://blog.curem.com.br/topicos/medicina-de-emergencia/os-cenarios-e-criterios-de-indicacao-da-intubacao-orotraqueal/

Passo a passo da intubação orotraqueal. Disponível em:
https://academiamedica.com.br/blog/o-passo-a-passo-da-intubacao-orotraqueal

Autoria

ITH e Prof Leles França

Graduação em Bacharelado em Enfermagem pela Faculdade Estácio de Sá-GO (2011); Pós-graduado em Emergência e Urgência pela Faculdade Unidas de Campinas (2012); Pós-graduado em Cardiologia e Hemodinâmica pela Faculdade Israelita Albert Einstein (2017). Enfermeiro do Pronto Socorro de trauma do Hospital de Urgências Governador Otávio Lages (hugol) até 31/03/2018, e a partir de 01/04/2018, Enfermeiro do Serviço de Cardiologia e Hemodinâmica até 18/11/2019. Enfermeiro Coordenador do Pronto Atendimento do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia, com início em 01/04/2014 a 09/09/2016. Enfermeiro Coordenador do Pronto Atendimento do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia, retornando as atividades na data de 23/07/2018 até 02/01/2019. Docente ITH pós-graduação; docente CGESP pós-graduação; docente cursos técnicos Suldamérica. Servidor público da Escola de Saúde do Governo do Estado de Goiás (esap).

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Confira também:

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